Signage, Placas, Poder | Bilingual Encounters

Pensei em titular este post: “Conseguir, poder, abilities e poderes,” or something along the lines of ‘ways, abilities, and directional literacy.’ Maybe not that funny, though. No, definitely not funny. I need help with a title! Comments, comentários!

I think this post is about reading through translation and since most of the readers are coming to Sirocco with Portuguese and English, vou siroquiear assim mesmo (I do this in Spanish usually).

So, English version first because that’s how it all went down via the Instagram post of the day.

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I summed this up as “Directional literacy in a cohabitational context (car/bike) taken just moments before a man walked by me with dog, dog tripped on my foot, I said “sorry” to the dog. Dog did not look back or care or seem to think I should have said “sorry.” So gringo of you, he grimaced.” Of course, how would I have seen the grimace if the dog didn’t look back at me? I think the answer is that I felt his grimace and it came upon me because I caught myself over-apologizing (fake gringo custom) and giving excuses when excessive amounts of space are between myself and another (dog). It’s annoying. In Cuba, I remember people saying ‘no me joda, chico, que hay tremenda distancia’ on the camellos. I digress.

But then, I realized: there is much more here (sidetracked by dog language, I guess) in this signage. Let me think about this through the lens of translation. What does “can read” mean here? Conseguir/Poder? Is this a question of literacy, my ability to read? Is my literacy and capacity to understand somehow connected to my bike? What does “way” mean? Is it my method of riding? Is this interactive signage that can tell, based on my literacy, how I ride my bike? Does it know that I like to ride without holding the handle bars? Does riding without hands on handlebars impact readership? And then I realize, there is a lot going on here that the dog didn’t want me to see, his revenge for my ‘sorry’ utterance. And what if I can’t read in English, does that mean I may actually be riding in the right direction and as one should read? Do I have too much time on my hands? Perhaps there is a temporal lesson here: if I’m riding so slowly, slow enough that I have time to read the sign, does that mean that I’m riding in an incorrect fashion? Does that mean I should take another street that is a bit slower paced?

All of this was part of the initial readership, but my access to dog language, and that look of disgust that I intuited on the dog’s face when he heard me apologize when he stepped on my foot, took me back (was it saudades? no, it wasn’t) to the canine brothers in spirit.

E agora, através da ótica de tradução…

Pensei em começar assim: “minha força de leitura, o poder do poder do conseguir.” Não. Vamos começar com as possíveis traduções e as perguntas.

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Tradução literal da placa (mais ou menos, se é que literal existe): “Se você consegue ler isto, é porque está indo na contra mão na sua queridíssima bicicleta.” Em outras palavras, ‘tem carro vindo e você não deveria estar aí não, você e a sua bicicleta estão errados.’

Claro. Lógico. Eu deveria desmontar da bicicleta.

Mas, o quê acontece se não consigo ler o inglês? Estaria, mesmo indo na contramão, o é só quem consegue ler que está errado?

Mas que tal se fosse, “se você pode ler isto, está indo na contra mão de bicicleta.”

Poder e conseguir, dois mundos?

E se consigo ler e não tenho bicicleta? De repente a bicicleta se manifesta na minha pessoa? Nos Estados Unidos as placas criam realidades? Eu moro no Real Maravilhoso de Alejo Carpentier? Estou tão errado no meu dia a dia, mesmo sem bicicleta, que, por conseguir ler a placa, estou no contrário? O quê estão me dizendo, gente, me ajude?

Que tal ler e entender?

O “wrong way”, é o “sentido errado” (tipo, direção) ou “o modo errado?”: será que aqui há lei de usar as duas mãos na hora de andar de bicicleta? Tem um jeito propriamente americano dos EUA de andar? Meu modo está errado? Muito carismático de camisa amarela?

Será que estou indo muito devagar e a minha baixa velocidade permite que eu entenda a placa? Preciso ir com mais velocidade? Esse povo está sempre correndo e eu não quero!

Se eu leio bem o inglês, preciso passar por outra via, um jeito melhor de andar de bicicleta?

Tudo isto passando na minha cabeça e não vi o cachorro passar por cima do meu pé. Faço o que todos os gringos fazem, “oh, I’m so sorry, perdão seu cachorro lindo, excuse me” e ele só fica me olhando com cara de “você está se achando viu, tu não é gringo não.” Só ele que fala a minha língua. De novo.

Eu consegui (e posso, respeito a minha alfabetização “literacy”) ler a placa porque era meu destino pedir perdão a aquele cachorro que pisou no meu pé. Precisei daquilo. Então, acho que estou na contra mão mas é bem mais gostoso aqui, todo errado!

***

I know the web browser language packages are making people wonder in what language I am writing things in (and probably why these invisible machine translators of wordpress translate my “calf” into a “vaquinha/vaca” when I was actually writing about a part of a leg). So, just so you know, this was written in English & Portuguese by Jacob Dyer Spiegel. There are many more articles on language, culture, and translation themes on the SiroccoBlue Facebook Page. Please check it out and “Like” it!

 

 

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