World Music | Impressions on Rocío Molina, Rosario la Tremendita, Mohammad Motamedi

 

First, I’d like to extend my thanks to World Music of Boston for the invitation to attend two incredible nights of Flamenco, part of the March Flamenco Festival. This is a brief impression of the performances on March 19th and March 20th featuring Rocío Molina, Rosario la Tremendita, Mohammad Motamedi, and their band members. Followed by the impressions, we’ll start promoting the next groups that are part of what we are calling a Sirocco Aesthetic

Glass smashed upon the stage signaling rupture and a deep driving force into the core of flamenco, embodied in just one of Rocío Molina’s powerful, composed, lightening-fast turns.

Cante Jondo calling into the night in two languages, from two traditions: flamenco’s core find a Persian classical poetry’s celebration home in Al-Andaluz.

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Two nights of World Music’s Flamenco Festival: one night of rupture on a broken stage, glass shards razor sharp, a rupture into the future rooted in the Flamenco legacy. One night so rooted in history it became forward looking.

World Music has blessed us with different coordinates of the Sirocco cultural geography, arresting in poetic inspiration, charting new maps for us to follow in this city of water.

From Andalusia to Iran, our next post highlights some of the great talents coming through this season’s World Music windstorm.

 

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Na Fronteira da Ciência e a Reforma Social do Brasil

No meio de tanto tumulto no Brasil, sem importar a sua posição política, há algo concreto e imensamente positivo que é resultado do enorme investimento do governo brasileiro para a ciência, tecnologia e invocação do país, o programa Ciência sem Fronteiras (CsF). Os bolsistas de pós-graduação do programa Ciência sem Fronteiras em EUA, um dos maiores programas de bolsas de estudos da história do planeta, estão realizando pesquisas extremamente inovadoras e relevantes para ciência e de alta utilidade para a resolução de problemas sociais do país. Ocupam e ocuparão, através dos seus projetos, a ‘fronteira’ entre a ciência, a academia e a sociedade brasileira.

Entre os dias 12 e 13 de março de 2016, na Harvard University, os bolsistas de doutorado do programa Ciência sem Fronteiras, nos Estados Unidos, organizaram a primeira conferência dedicada a estudantes brasileiros de pós-graduação. Com o intuito de compartilhar as suas experiências e os seus projetos de pesquisa, em diversas áreas da ciência, matemática, engenharia e tecnologia.

A conferência, chamada BRASCON, abriu um espaço de suma importância para que alguns dos alunos mais talentosos do Brasil—a próxima geração de líderes do país—compartilhassem a sua experiência uns com os outros. Muitos não se conheciam antes da conferência. No entanto apesar do rigor científico das palestras, tinha-se a sensação de estar em uma grande família. com cada bolsista logrando seus objetivos acadêmicos e pessoais, comprometidos a levar o aprendizado de volta ao Brasil. Houve, sem dúvida, um senso de união em prol de um objetivo comum: transformar o país que amam.

A conferência teve vários componentes dinâmicos. Houve em torno de 30 apresentações de pôsteres, 9 bolsistas foram selecionados para apresentações orais e também belas palestras dadas por líderes atuais, em vários campos da ciência do Brasil e dos EUA. Entre estes líderes estavam o Dr. Miguel Nicolelis, professor de Neurobiologia e Engenharia Biomédica da Duke University, vinculado ao Instituto Internacional de Neurociência de Natal e o Dr. Marcelo Gleiser, professor de Física e Astronomia do Dartmouth College. Os alunos também puderam ouvir relatos e experiências internacionais do Dr. Márcio Resende, Jr, Dr. Leonardo Teixeira, Ana Lopes, Dra. Cristina Caldas e Dra. Ana Carolina Nogueira.

Houve momentos de compartilhar ideias inovadoras e também momentos de pensar como coletivo, no grande e misterioso impacto de atravessar fronteiras linguísticas e culturais nos programas de doutorado nos Estados Unidos. As perguntas do público envolviam a intersecção da ciência e da sociedade, como por exemplo, como a ciência pode impactar as comunidades brasileiras e também como navegar as traduções culturais e obstáculos entre culturas. Foram palestras que se converteram em oficinas de apoio: uma receita para dar novas energias aos projetos de pesquisa e permitir que os alunos pensem na direção social que querem ter.

Da minha perspectiva, alguém que trabalhou nos dois programas de intercâmbio envolvendo Estados Unidos e Brasil (100.000 Strong in the Americas no Brasil, e Ciência sem Fronteiras nos EUA), a BRASCON foi sem dúvida, um dos encontros entre bolsistas mais produtivos que já vivi. A conferência foi organizada e implementada, sem patrocínios, pelos próprios bolsistas, justamente no momento em que muitos dos 505 bolsistas atuais de doutorado nos EUA começam a se aproximar à época de conclusão do curso e redação de suas teses de doutorado. Estes projetos de tese em fase final significam que um número significativo de bolsistas está se preparando para retornar ao Brasil e estes claramente mostraram o grande impacto que terão na transformação social e científica do país.

Além de não ser cientista, o português, idioma belíssimo que foi praticamente eleito como língua oficial da conferência, não é a minha primeira língua. São nestes momentos que os usos de língua se tornam evidentes porque, normalmente em congressos científicos, mesmo em inglês, tenho a sensação de que não falo língua alguma, especialmente porque todos do público aplaudem com grande admiração o material apresentado. Com um foco especial nas questões linguísticas, o que para mim é a chave para um programa de bolsa tal como o CsF em que, ao voltar, se espera que o aprendizado se converta em intervenções sociais e melhoramento geral para a sociedade, fiquei absolutamente maravilhado com a capacidade de cada bolsista de ‘traduzir’ o seu projeto da linguagem científica para a língua franca para alcançar um público de diversas áreas de pesquisa.

Muitos dos bolsistas compartilharam sobre o grande compromisso social e espírito de voluntariado que absorveram na cultura norte-americana. Notei bastante a preocupação social, como centro de quase todas as palestras e apresentações. Esta capacidade de conectar campos de pesquisa e comunicar as ideias mais inovadoras da ciência em uma língua comum, (uma língua que até eu possa entender) reitera que este grupo não só vai levar a ciência a níveis nem sequer esperados de volta para o Brasil, como também, conseguir ensinar e melhorar a didática da ciência para motivar as próximas gerações. Os bolsistas de doutorado pleno servirão de intermediadores entre a ciência e o enorme trabalho social que o Brasil está por fazer.

Também através da BRASCON ganhei um respeito profundo pelo humanismo de cada projeto, pela inspiração de contribuir ao Brasil. Eu já tinha ouvido as críticas feitas pela mídia, ao programa, em especial a brasileira, que nunca se sentou em uma mesa com os bolsistas de PhD nos EUA e outros países. Quando eu dizia que trabalhava com o CsF nos EUA, era comum ouvir comentários como ‘o Governo Federal está dando bolsas de estudos somente aos alunos de classe média ou cima. Isto, porque é exigido uma pontuação mínima no TOEFL, exame de proficiência em inglês. Para algumas pessoas, somente os alunos que tiveram educação em escolas particulares e/ou dinheiro para pagar cursos de inglês, conseguem uma pontuação alta no TOEFL para serem aceitos nas universidades dos EUA. Eu entendia a ideia por trás destes comentários, nas diversas formas em que foi articulada, mas não a aceitava. Para alguns, a crítica estendeu-se ao futuro retorno ao Brasil: ‘por ser uma bolsa que beneficiava uma classe social removida da realidade do país, não existiria um retorno da ciência e da experiência no exterior para as massas brasileiras. A crítica, neste contexto mal informado, era de que os alunos não se sentiriam na obrigação de contribuir para a melhora e o desenvolvimento de uma das sociedades onde há mais desigualdade no mundo.

No entanto, na BRASCON eu ouvi e gravei histórias maravilhosas de pessoas que superaram obstáculos sociais e econômicos para entrar no CsF. Talvez estes não sejam a maioria, mas o impacto destes poucos é extraordinário. Além disto, percebi que, até mesmo os alunos que eu conheci, que vieram de classes mais empoderadas do Brasil enxergam um compromisso e preocupação social extremamente profundo com o Brasil. Nas palavras de Guilherme Rosso (co-fundador da Rede CsF que fez uma apresentação espetacular sobre a importância da entre bolsistas), “O sentimento geral é que ainda temos um futuro para o Brasil e que Ciência, Tecnologia e Inovação devem estar na pauta. As ruas podem ser ocupadas pelo povo sim, mas as escolas devem ser ocupadas pela ciência também. Os políticos e os jogadores de futebol podem estar nos noticiários, mas os cientistas devem ter espaço compartilhado na mídia.”

Através do esforço extraordinário dos voluntários da diretoria e coordenação da BRASCON, foi possível criar um ponte que inspirou e continuará inspirando bolsistas e alunos brasileiros no exterior. Carleara Rosa, Gisele Passalacqua, Vanessa Dias e Gláucia Ribeiro, junto com bolsistas, realizando seus estudos em cada canto dos EUA (Raquel Rocha, Cristiano Reis, Sara Dumit, Tássia Pereira, Jéssica Silva, Luiz Felipe Ungericht, Karin Calvinho, Karina Lima, Luana Teles, João Vogel, Andre Guerrero, Ariane Brotto, Gabriela Veroneze), criaram uma plataforma institucional e dinâmica e um grande momentum.

Este ato da BRASCON de construir um palco é um demonstrativo claro da vontade enorme de criar redes e colaborações entre os bolsistas e, acima de tudo, aprender uns com os outros. Para mim, a Brascon partiu da vontade de desenvolver vínculos entre projetos e pesquisas, permitir que os alunos se conheçam pessoalmente, e criar uma ferramenta extremamente necessária para unir estes bolsistas brasileiros, os próximos líderes de ciência, de educação e de compromisso social no país.

Enfoquei-me, neste artigo breve, nos alunos da pós-graduação nos Estados Unidos, mas os mesmos comentários aplicam aos bolsistas da pós-graduação em outros países e também aos da graduação. Sabendo que estou colocando a mão no fogo de determinações já concretizadas pela força de mídia no Brasil, posso apenas compartilhar o que vi com os meus próprios olhos na minha universidade do meu estado natal, a Universidade de Massachusetts-Amherst. Os alunos de graduação do programa CsF, às vezes criticados pela mídia brasileira por uma porcentagem minúscula que partiu-se do rigor acadêmico que o 99% demonstrou no estrangeiro, impressionaram, de maneira profunda, tantos os professores quanto os colegas do maior campus do estado. O “país de futebol,” pelo menos na universidade em Amherst de mais de 30,000 pessoas, virou “país da ciência.” Além disto, a palavra “sem” da CsF significava (para nós aqui em Massachusetts, estado em que Português é o segundo idioma mais falado) que não há fronteira entre a ciência que estes bolsistas estudam, a língua e cultura que absorveram e o impacto que vão ter no âmbito social do Brasil.

Especialmente neste momento de re-imaginar a nação, no meio de uma das crises mais severas na história do país que amam de coração, os alunos da Ciência sem Fronteiras estão redefinido o papel que a ciência–de energia renovável a medicina a novos processos agrícolas–terá na sociedade.

Este artigo foi escrito em Português por Jacob Dyer Spiegel de www.SirccoBlue.com | Março 20, 2016.

Por favor, “curtam” a nossa Página de Facebook e podem nos seguir para mais comentários sobre a Ciência sem Fronteiras, futuras entrevistas com os bolsistas e outras redações sobre o programa de bolsas.

You can also read about the conference in English: “Brazilian Scholars Unite: Brascon Sets a Stage for Sharing”.

Brazilian Scholars Unite: Brascon Sets a Stage for Sharing

On July 25th 2011, the announcement echoed through the world and was translated into over 100 languages by the break of dawn: Brazil, over a ten year period, would soon begin sending 101,000 students overseas to study science, technology, math, and engineering. It was called Ciência sem Fronteiras, or ‘Science Without Borders’—a bold way of supporting the intellectual development of the nation’s most talented students, the next generation of innovators and leaders of Brazil.

Across all national, cultural, linguistic, and traditional academic borders, Brazilian students from the country’s 26 states and Federal District would study abroad at the undergraduate and graduate levels, committed to return to Brazil to make lasting impact not only in science and technology, but also in education and the country’s developing infrastructure. These scholars would be, in short, the group to carry Brazil’s spirit of innovation across multiple fields and groups and to catalyze social change.

Overnight, new ETS sites (the test centers where English proficiency exams are offered) had to be built and to accommodate the demand and testing services even had to be offered in neighboring Argentina and Uruguay. Soccer rivalries no longer mattered: the development of the future leaders of the nation and science education in Brazil reigned. GOL and TAM reservation systems shut down. Car rentals so Brazilian nationals could take the exam in neighboring states and countries tripled. So many applications were filled out that the entire registration system crashed multiple times. This would be one of the largest education development and mobility projects in the history of our planet.

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Four years later, Brascon—a newly formed organization led by graduate-level Science Without Borders scholars with the goal of creating a network of innovative researchers to shake up Brazilian science for the next 20 years and beyond—organized and implemented the first conference to celebrate the stories and achievements of these extremely talented scholars doing their graduate studies here in the United States. This was the first time all Science Without Borders Ph.D. students in the US, 505 in total though not all were in attendance, had the chance to formally gather and share stories of success, challenges, and the incredible research projects they are working on. The timing of the conference, held this past weekend at Harvard University with over 150 in attendance, could not have been better: as the Science Without Borders program began in 2011, the first wave of Ph.D.’s will soon be graduating and heading back to Brazil.

In development since the one of the world’s most ambitious scholarship programs was launched, the immensely successful Brascon conference was a testament of the Brazilian scholars’ desire to unite and to explore what it means to be the future leaders of the country’s science innovation and education, and also the implications of being at the crossroads of science and Brazilian society. In the words of Dr. Marcelo Gleiser, who presented on the first day of the conference, “Vocês vão disseminar uma visao do mundo. Vão ser educadores com uma visão social.” (“You are going to disseminate a new vision of the world. You are going to be educators with a social consciousness and vision”). The handwritten note by Glivânia Maria de Oliveira (photograph below), the dynamic and charismatic head of the Brazilian Consulate in Boston who has won over the entire community in very short period of time, reiterated the importance of the scholars’ work and the importance of connecting in forums such as Brascon’s.

The conference featured the innovative research of the Brazilian Ph.D. scholars as well as invited guest speakers such as Miguel Nicolelis, Marcelo Gleiser, Ana Lopes, Bernardo Lemos, Márcio Resende, Jr., Leonardo Teixeira, and Cristina Caldas (among many others). Approximately 30 Ph.D. students broke out into poster sessions and explained their projects in depth to small interactive groups fascinated by the work. 10 Ph.D. students presented their research to in the large conference hall on topics that ranged from anaerobic digestion and algae cultivation, to turbofan swirl distortion, to crowd-funding and urban infrastructure. During Dr. Miguel Nicolelis’s presentation, the first on an early Saturday morning, it was difficult to find a dry eye in the audience. Riveting accounts of taking science into Macaíba and Serrinha and transforming lives, brining hope and healing to some of the most disadvantaged communities in Brazil, set the stage for what would be a profound series of introspections and motivational moments.

A network of support emerged for scholars working in almost all of the U.S. states: “mudou a minha vida, o impacto foi nada menos que isto, há na minha pesquisa uma nova procura que ganhei aqui em Brascon. Este congress nos ajudou a discerner em que caminho seguir depois do dotourado.” (though an emotive translation proves difficult, ‘the conference changed my life, the impact was nothing less than that, there’s a new search and series of goals to my research that come out of this experience at Brascon. The conference helped us see clearly the paths that we will take after completing our doctoral programs.’). Speakers, understanding the challenges that the Ph.D. scholars face in a new cultural system, naturally transitioned from hard science to the hard moments of navigating relationships with academic advisors. Part lab, part family gathering, always adaptive, Brascon provided support and established–through direct contact–a network that will prove extremely beneficial to the academic and professional paths of all present.

Made possible by volunteers and the scholars themselves (and without any fiscal sponsorship), the Brascon conference represents a deep desire to unite, share experiences, share research and collectively explore the implications of what it means to be the group of scholars, 505 in total in US universities, that have been chosen to lead Brazil’s future in science, the gathering was also intensely emotional.

People cried when sharing their projects and even when asking questions to the numerous panelists, partly because it was the first time they were able to be in the direct physical presence of each other, partly because it was so evident that the future of the country is so deeply part of their projects. It was nothing short of magical to be in the space so carefully and thoughtfully curated by the Brascon team over a period of three years between doctoral courses, exams, dissertation research, teaching, and lab work, all in a new culture and language.

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Though the intended audience was primarily Ph.D. scholars and the organizations directly connected to Science Without Borders, the gathering also attracted students who traveled from Bahia and Rio de Janeiro. For Úrsula Kopke, a 23 year-old student of publicity and neuroscience, who traveled to Cambridge, MA just for the conference, it was the first time she had taken a flight and the first time she had left Brazil. People not even “inside” of the scholarship program, in other words, saw the importance of Brascon’s gathering at such a profound level that they too crossed all borders to attend. Úrsula’s open-hearted question about her own future in science, someone who grew up in a small town in the state of Rio de Janeiro, was met with a most powerful gesture of inclusion and belonging by one of her heroes, Dr. Nicolelis.

The mission of Science Without Borders, articulated on July 26th, 2011 at the beginning of the program, was at the very core of Brascon: “Nós vamos formar a base de pensamento educacional do país” (the Ciência sem Fronteiras will core of of educational thought and values in Brazil). From the U.S. to Hungary to Japan and beyond, Science Without Borders has most definitely showcased the enormous talent of Brazilian scholars at the undergraduate and graduate levels. Though the Ph.D. students have not yet completed their programs, they soon will and organizations like Rede CsF and Brasa have emerged and are carefully tracking the shift in mindset and focus that scholars are taking with them as they re-enter the Brazilian cultural system.

 

After the conference, I had the pleasure of sitting in on the Brascon team final dinner in which all involved in this massive effort reflected on the conference, what it took to create the first gathering of Ph.D. scholars in the US, and the meaning of the Science Without Borders program. I learned that this dynamic group spread across multiple states had been holding organizational meetings in such varied spaces as parked cars, moving subways, airports, labs, family dinner tables: anywhere necessary to make sure the conversations continued and this unique forum could happen. Some of the volunteers (and they were all volunteers) worked so hard that they did not even get to see the conference speakers–their immense satisfaction came through the collective experience of all present.

Ironically, as we all celebrated this incredible Science Without Borders program, a national project in every sense, just down the street at Harvard Square a large group wearing yellow and green gathered to protest corruption and called openly for the impeachment of President Dilma. In São Paulo, over one million protestors gathered. Some of them question massive investment into projects like Science Without Borders, calling it ‘a waste’ of public funds that should have been used to build schools and reform the k-12 public system. Yet all in attendance at Brascon left with a common understanding: these scholars will be returning to Brazil to participate in that very process of rebuilding public education and with important new perspectives gained not only through the programs of study, but also through that mysterious form of experiential learning that is ‘study abroad,’ in which—suddenly confronted by new values, languages, cultural traditions—the crossing of borders suddenly becomes a mirror into the self and the cultural system one comes from.

This article is the first in a series on Ciência sem Fronteiras. I will be sharing interviews with scholars, thoughts from ‘behind the scenes’ having worked very closely with CsF and 100,000 Strong in the Americas (joint initiatives that are inseparable), and insight on cultural and language immersion (among other topics). The work of Brascon set the stage for this and being with these dynamic scholars also let me see the different roles I have moved through in both education initiatives and in both countries. Agradecimento profundo, endless gratitude and respect for the people who made this event possible: Carleara Rosa, Gisele Passalacqua, Vanessa Dias, Gláucia Ribeiro, Raquel Rocha, Cristiano Reis, Sara Dumit, Tássia Pereira, Jéssica Silva, Luiz Felipe Ungericht, Karin Calvinho, Karina Lima, Luana Teles, João Vogel, Andre Guerrero, Ariane Brotto, Gabriela Veroneze. Rede CsF, Brasa, CAPES, SciBr, and the Brazilian Consulate of Boston were also instrumental in the Brascon organizing process.

And, of course, it is important to recognize the incredible work of so many people behind the scenes of this scholarship program. The people in the international offices at CAPES and CNPq who stay up around the clock, resolving issues not even imaginable, at Laspau and IIE, who, in partnership, join in that process, working directly with hundreds of US universities. This was a moment of sharing do coração that was also conscious of all of the people who made this initiative possible, still strong and still contributing.

Written in English by Jacob Dyer Spiegel | March 16th, 2016.

Flamenco Festival 2016 in Boston!

A beautifully written article by Judith Mackrell of The Guardian places Rocío Molina at the helm of flamenco’s development, carrying the tradition forward and anchoring the art form in ideas and concepts once considered far beyond the scope of Flamenco culture.

Mackrell shares fragments of Molina’s montage of influence: She admires the films of Italian director Pier Paolo Pasolini, and she’s interested in the new generation of dance theatre that includes the likes of Belgian company Peeping Tom. One of her early works, 2005’s El Eterno Retorno, was based on texts by Nietzsche; a later work, Danzaora, was inspired by the painting The Tower of Babel by Pieter Brueghel, an image of disintegrating classical order, in which Molina saw her own embrace of tradition and the avant garde. She did a duet with Korean hip hop dancer, Honji Wang, as well:

These sources of inspiration and the skills she has been developing since the age of 3, in Málaga (Spain), have taken her far. By the age of 30, though the purist school of flamenco may not support the claim, Molina was considered to be one of Spain’s most talented flamenco dancers, “with the power to still an audience with her staccato footwork and spiraling turns. As a choreographer, her ambitious ideas have earned her respect across dance.”

Molina served as artistic associate at the Theatre de Chaillot, performed at the Dance Umbrella. In eight days, she will be in Boston, part of World Music’s 2016 Flamenco Festival at Berkley Performance Center. Here she will be performing the Boston premiere of Danzaora & Vinática.

Speaking on the flamenco tradition and her search for new trajectories, Molina states, “I do consider myself a flamenco dancer… I’m inspired by the old traditions, dancers like Carmen Amaya, Mario Maya and El Farruco. But I’m also interested in the world outside flamenco. I’m trying to work outside the normal flamenco box.”

Yet working outside this “normal flamenco box,” at least as she will presumably do here in Boston, the ingenious programming of World Music seems to suggest lines of continuity despite ruptures and new searches. Farruquito, of the Farruco family who Molina has credited as an inspiration, performed only a few days ago her in Boston, setting the stage for Molina on the 19th. On the 20th, just a day after the Flamenco tradition takes on new formations through Molina, this art form birthed from the Romani, Islamic chants, North Africa Berber, Catholic chants, and Sephardim gets back to its traveling core with the evening’s theme, “Qasida: Flamenco meets Persian classical music.” Rosario “La Tremendita” Guerrero and Mohammad Motamedi

“Qasida is an extraordinary musical encounter between the young Spanish singer Rosario “La Tremendita” Guerrero and her Iranian peer, Mohammad Motamedi. Renowned for accompanying flamenco dancers Belén Maya, Rocío Molina, Rafaela Carrasco, and many others, La Tremendita explores the roots of flamenco in the richly varied poetic songs and improvisations of Motamedi, the young rising star of Persian classical music. They will be accompanied by six musicians on guitar, Iranian kemanche (a bowed string instrument), percussion, and palmas (hand clapping).”

Qasida is originally an Arabic word (قصيدة) meaning “ode” and implying “intention.” It is a form of poetry and became part of the Persian poetic tradition. The intersection of Qasida with incredible flamenco singer Rosario la Tremendita is a re-encounter of Spain’s history, particularly in Andalusia.

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Mohammad Motamedi, born in 1978, is an Iranian singer and Ney player, self-taught since adolescence. He influences are Seyed Hossein Taherzadeh and Hamidreza Noorbakhsh, and, a follower of the Esfahan song school, his musical influences also include Taj Esfahani and Adib Khansari. He is a predecessor of the late Dr. Hossein Omoumi and Aliasghar Shahzeidi.

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Singer and composer Rosario La Tremendita Guerrero, born in the neighborhood of Triana in Seville in 1984, is the Great grand-daughter of Enriqueta la Pescaera, grandniece of La Gandinga de Triana and daughter of José El Tremendo. Triana is a cradle of Flamenco and it was there that she began to sing in the peñas central and she has sang for the great dancers Belén Maya, Rocío Molina (re-connected, or course, through this World Music tour), Rafaela Carrasco, and Andrés Marín. The last name ‘Marín’ gets to the core of our work and we will look at this legacy of dancers that Rosario has collaborated with when we share our impressions of the event. More to come!

Make sure to buy your tickets for Rocío Molina (March 19, 8 PM) and for Rosario la Tremendita & Mohammad Motamedi (March 20, 7:30 PM) soon! The venue for both events is Berklee Performance Center: 136 Massachusetts Ave, Boston, MA.

Sirocco Blue will be at both performances so please stay tuned for our review!

Snap Boogie Tour, Making Moves!

Cjaiilon Andrade, known as Snap Boogie and sometimes just Snap in the dance circuit, stands at 5’7, but his presence is as composed as it is towering. Tap dancer, original choreographer, popper, break dance phenomenon, his performance runs the gamut.

If you’re lucky enough to get a glimpse of this rising talent in a Boston public square (days when, he shared with me during a recent impromptu interview, “I just feel like getting out and performing without having planned anything, try a new move, see how people react”) you will see how his performances are like improvised plays. In street settings, I saw Snap play with cultural and racial stereotypes, exposing set patterns of thought by allowing people to laugh at themselves. It is an interactive destabilizing of the status quo to slamming drumbeats and incredibly impressive dance technique. And you never know when or where he may appear.

You may have seen Snap Boogie on America’s Got Talent back in 2011. He was a semifinalist, drawing praise from all for his lightening quick movement that he mastered in the streets, dance contests, and clubs of Roxbury, Massachusetts. “Dance is a language,” and, as he told me, “I grew up surrounded by my mother’s languages, listening to her translate between Continental and Brazilian Portuguese, Crioulo Cabo Verdeano, Spanish, French, and English.” Roxbury’s languages—home to one of the largest Cape Verdean communities in the United States, center of African American Bostonian culture and Afro-Latin American cultures—also find their way into Snap’s choreography. He listens to Sara Tavares on his headphones, Kaytranada, classic hip hop numbers from the late 90’s, James Brown, and even the latest pop hits. He’s constantly choreographing as he listens. In the off-the-beaten-path clubs of Boston and Cambridge, Snap arrives with his signature backpack, contagious smile, and the circle opens instantly. You want him to dance, you open the way for him to dance. His performances build from what America’s Got Talent judges described as his “edgy, organic core.” They are dangerous and keep the audience engaged.

After America’s Got Talent, Snap travelled the world, bringing his infectious acrobatics to stages, public plazas, universities, and dance halls of Europe, the Americas, and Japan. Most recently, he has been performing at colleges throughout the U.S., packed auditoriums and concert halls of places as far away from Roxbury as South Dakota.

Snap’s is a difficult repertoire to describe because the routine dramatically changes every time I happen to see him perform. Once, by Faneuil Hall, I watched him arrive and gather together over 300 people before he even started to move. Did they gravitate to him magnetically, I thought? Bostonians are not noted for their emotive warmth yet within a matter of minutes, Snap had them laughing, clapping, dancing, volunteering as human obstacles for him to flip over, dancing through the air like a cross between Michael Jordan and Michael Jackson. He works crowds like the greatest of constructivist classroom facilitators. In addition to speaking to crowds through movement, he told me, “I learn how to greet people in their language… it creates a bond and lets them know they can trust me. And then I jump over seven of them, landing in synch with the beat and finishing with whatever comes to mind.”

When he’s not dancing, Snap is planning out his future with dance. He’s working on a Broadway show and, if time permits, he will start taking travelers to the Boston behind-the-scenes world of dance and music that he knows intimately. The Boston of dance competitions, street performances, dance clubs off the tourist network and more. Down the road, he wants to find a way to give back to his community through dance and sharing the artistic, expressive outlet. “Whatever you do, whatever talents you’re given,” he says, “you just have to make sure it is giving something back. Otherwise you never get out of the cycle.” My next piece on incredible local artist Terence Tavares follows that call. Stay tuned!

***

This article was originally written in English  by Jacob Dyer Spiegel of SiroccoBlue.com. If you enjoyed the read, please check out the Facebook Page and “Like” it! I offer assistance with the personal statement & statement of purpose for undergraduate and graduate school programs in the US. I do the same for scholarship and grant applications. I’m a freelance translator (Portuguese, Spanish, English) and I also build high-impact language and culture study abroad programs in Brazil, Cuba, Portugal, and Spain (among other countries). Check out all of the services right here!

 

Banda de Dexter Gordon, Arrasou!

Quando três membros da equipe de Sirocco Blue foram convidados a participar no quarto tributo em homenagem a Dexter Gordon—um dos grandes músicos do planeta, a essência de tudo que é ‘cool’, inovador virtuoso de Bebop—agarramos os computadores, uma roupa quase apresentável e a estrada aberta rumo a Nova Iorque.

Presenciamos quatro noites fantásticas de uma das melhores bandas atuais de jazz no país, o Conjunto do Legado de Dexter Gordon: no piano George Cables; no baixo, Dezron Douglas; na bateria, Victor Lewis; nos vibes, Joe Locke e, claro, os dois saxofonistas, Abraham Burton e Craig Handy. A banda, composta de figuras importantíssimas ao desenvolvimento do Jazz e da música mundial em geral que tocaram com Dexter e, no caso de Abraham Burton e Craig Handy, a próxima geração profundamente influenciada pelo grande saxofonista.

Foi no caminho que nós pensamos no melhor jeito de abordar este tributo; um momento que nos pareceu dar abertura a um mundo não só de performance, mas também às historias de personas como a Senhora Maxine Gordon, com a sua maneira única de unir o passado, presente e futuro desta música que nós amamos, o Jazz. Como a língua que se usa para refletir sobre um ato muitas vezes estrutura a nossa experiência, optamos por escrever sobre o tributo em duas línguas e através de dois pontos de vista. Enquanto meu colega que escreve em Espanhol detalha melhor a música do tributo, eu começo com a minha fascinação pelos atos da Sociedade de Dexter Gordon, uma organização sem fins lucrativos que é, em todas as funções uma extensão da voz, da música e da pessoa de Dexter Gordon. A sociedade serve também como um tipo de mensageiro e o tributo, reconhecendo o impacto enorme de Dexter Gordon e a beleza da sua arte, carregando as mensagens deste grande músico (e também ator, não se pode esquecer!).

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A noite do tributo que caiu na mesma data de nascimento de Gordon foi espetacular. Foi talvez a noite de mais união entre o grupo e, junto com a imagem belíssima da lua subindo na janela de Dizzy’s Club, a noite na qual a música transcendia mais. Foi nesta noite que Maxine Gordon—esposa, produtora, agente e gerente de tour de Dexter Gordon durante os anos de mais impacto que ele teve—abriu o performance iluminando a sala grande com a sua sabedoria e pela sua simpatia.

O que não se vê no clipe é o público: houve um orgulho ao ouvir que o Perfeito da Cidade de Nova Iorque escrevesse uma carta sobre o tributo do qual todos nós participamos. A carta também representou para o público que este centro mundial de cultura e arte, Nova Iorque, é construída na força criativa dos Gigantes Sofisticados como Dexter Gordon, e que cada cidade do mundo onde ele morou declara o Dexter como parte da sua cultura. Dexter nasceu em Los Angeles e é simultaneamente Nova Iorquino, da Copenhagen, do Paris, do México e a lista continua. O som expansivo e a sua pessoa estende toda noção de barreiras superadas neste mundo transnacional.

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No meio do primeiro set, tudo me pareceu parar quando o bolo de aniversario de Dexter Gordon chegou à mesa e vi Maxine Gordon apreciar o cenário. A música continuou fortíssima e belíssima mas todos nós do público ficamos calados, concentrados na Senhora Gordon, cujo carisma, inteligência rapidíssima e humildade ganha a simpatia de qualquer grupo. Para nós, as velas acesas do bolo representa os caminhos iluminados do aniversariante. Ao apagá-las, mantemos a luz por dentro para iluminar o próximo ano. Apagar com nosso alento, nosso vento, aquilo que forma a nossa comunicação significa que aceitamos o presente da comemoração: é um jeito de aceitar a luz e também dizer, indiretamente, que fará parte da nossa memória viva.

Então quando Maxine–rosto iluminado pelas velas, rodeada por músicos, amigos e colegas que amam Dexter–olhou com orgulho para a banda e soprou, não era um ato simples solitário. Representou, também, um conjunto de forças e o que Maxine Gordon tem mais do que uma década fazendo: a continuação da autobiografia de Dexter Gordon, Society Red, a canalização desta voz autobiográfica e a “conversão” deste texto à biografia de Dexter Gordon. Ela está escrevendo a biografia do seu esposo. A biografia, então, é a continuação da voz, do alento, e do vento do Dexter (a força do seu saxofone), o qual vimos na hora de Maxine reconhecer as velas. A autobiografia que Dexter não conseguiu terminar, a termina Maxine como biografia. Mas—por ter sido produtora, gerente dos tours e a sua esposa—esta biografia torna-se um ato também autobiográfico. São, se entendemos biografia e autobiografia como “tarjama” (a palavra do árabe por tradução significa estas duas maneiras de narrar), traduções de traduções, talvez uma das maneiras de contar a historia do jazz e da sua cultura. E de certa forma, observando quatro noites e oito sets, a banda tocou do mesmo repertório mas nunca da mesma forma: sempre uma adaptação maravilhosa.

Mas embora Maxine apenas mencionasse esse monstro de livro em uma frase passageira, o público sentiu Dexter Calling (Dexter Chamando) e a biografia que incorpora a voz autobiográfico de Dexter se chama assim mesmo: “Dexter Calling: The Life and Music of Dexter Gordon.” Dexter chamando do passado para o presente e futuro através da pesquisa e escrita da sua esposa, uma grande obra mensageira que talvez se publique esse ano.

Voltando à noite… Como meu colega que compartilhou as suas impressões em Espanhol, eu também não finjo ser um jazzista nem uma pessoa suficientemente competente para falar da maravilha da banda mas aviso que a força de Victor Lewis e de Dezron Douglas permitiu um alcançar de som do Abraham Burton que em muito tempo não tenho sentido. The Chase soando ainda mais intenso, Abraham Burton e Craig Handy trocava mensagens num diálogo fantástico de saxofones, uma conversação entre os dois e também entre eles e Dexter.

E o público sentiu também: mãos no peito, batendo palma contra a perna, abaixando e subindo a cabeça, corredor lotado, gente em pé por não ter aonde sentar, gritos dos jovens que entravam para o performance depois. Agora, nada contra o espaço, mas o jazz surgiu nas comunidades e não no que hoje é Columbus Circle, muito menos o Lincoln Center, um prédio de alto luxo. O contraste de historia e presente às vezes interfere em espaços tais, mas com essa banda e com os convidados da Sociedade de Dexter Gordon, o modo de participar no momento foi ativado, os locais do passado voltaram. Até copos começaram quebrar da intensidade.

Não sou fã de enfocar num músico só, pois sem a união da banda seria difícil, talvez impossível, que um membro chegasse sozinho aos momentos transcendentes. Mas, já reconhecendo que Abraham Burton conseguiu canalizar o saxofone de Dexter Gordon, ventos compatíveis entre duas gerações, acho importante destacar que ele está prosseguindo por uma nova trajetória, seguindo o caminho que John Coltrane e Dexter Gordon deixaram aberto.

Deu para sentir, por trás do palco, antes e depois dos sets, que Burton estava numa comunicação constante desde o momento em que entrou no edifício. Deu para sentir o orgulho ao tocar com com os grandes da banda em homenagem à pessoa quase deidade que ele tem seguido a vida inteira.

O tributo foi um grande sucesso. Esgotou todas as noites e houve uma imensa satisfação entre membros do público. Ao sair, ouviam-se comentários como “isto aí foi o Jazz de raiz.” Também procuraram comprar discos (cd e também de vinil) que estão disponíveis ainda no Site Oficial de Dexter Gordon. E, para quem gostou de ter lido sobre o tributo em Português, nós vimos agora fotografias de Dexter e Miles Davis em Portugal no mesmo site.

Depois desta banda de Dexter Gordon, a mais enraizada na tradição de jazz da programação anual de Dizzy’s Club, entrou um grupo de alunos extremamente animados de Julliard, Sammy Miller and The Congregation, como se o tributo abrisse o cenário para um grupo ‘voltar’ aos anos 20 e 30. Dexter Chamando! Esperem, queridos seguidores da Sociedade e desta banda fantástica, muito mais!

Artes Visuais e a Luta Contra Violência Doméstica

O White Ribbon Day, hoje à tarde, na Massachusetts Alliance of Portuguese Speakers (MAPS) de Cambridge foi, sem dúvida, um grande sucesso e nós de Sirocco Blue estende o nosso agradecimento a Edna DaCosta pelo convite tão agradável. Foi, na verdade, o nosso primeiro evento de MAPS e a terceira oportunidade de conhecer a equipe talentosíssima dos vários centros da organização em East Cambridge, Brighton e, o mais recente, em Framingham.

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Ao redor de setenta pessoas participaram para promover a paz, as relações saudáveis e o respeito entre seres humanos. O grupo fortíssimo de prevenção e proteção contra a violência doméstica da MAPS estava presente e vários membros apresentaram artistas visuais da comunidade cuja arte estava em exibição.

Ao falar da sua obra, o pintor José Santos compartilhou aspetos de violência nos seus quadros e como ela tem implicações nas representações da terra e da natureza no seu trabalho. Ele entende sua obra como um ato autobiográfico e alguns dos seus quadros procuram criar canais para a violência para que o publico possa ver seu impacto na vida. Lineu Zadereski, ao apresentar a sua obra, falou do respeito e da necessidade para amar os outros. Explicou padrões na sua obra—figuras com um olho aberto, simbolizando o poder, e um olho fechado simbolizando a sabedoria—para levantar à discussão a importância de exercer poder com entendimento do outro, com respeito pro outro.

O depoimento de Emanuel Silva encapsulou o objetivo da noite—de permitir que os homens artistas compartilhassem a importância de ter solidariedade e união para proteger os direitos humanos de mulheres sobreviventes de violência doméstica. Com toda sinceridade e honestidade, o pintor falou do lado feminino de cada homem, do ato de criar, do ato de pintar e a dedicação a o que alguns entendem como o lado ‘feminino’ do homem. Talvez se tivesse mais auto-reconhecimento desse lado ‘feminino’ que é, para o pintor, a essência da criatividade, houvesse menos casos de abuso doméstico, mais compreensão dos direitos humanos da mulher e, com certeza, um entendimento de que os homens também precisam participar na prevenção de violência doméstica e do apoio para as suas vitimas e sobreviventes. Terence Tavares, cuja obra será o tema central dum próximo post, é um artista das encruzilhadas em todos os sentidos. As figuras numa serie de jornadas encontram-se em vários momentos críticos: o de ter a visão do futuro e dos objetivos; o do medo e a auto-crítica, os obstáculos e as dificuldades; o do prosseguir sem medo e voltar à comunidade para compartilhar o vivido. Estres três momentos talvez sejam comparáveis com os passos de relacionamento saudável e um tipo de medicina para a paz.

Um membro da comunidade compartilhou a sua historia com a violência doméstica, mostrando a importância de ter apoio que atravessa barreiras de língua e cultura e classe social: o tipo de apoio que MAPS oferece à comunidade não só de Boston, senão do estado inteiro. Seu depoimento iluminou a destrutividade da violência doméstica e como sempre precisa ter uma comunidade para apoiar os sobreviventes e seus familiares, especialmente quando seja imigrantes com medo de chamar atenção de autoridades e policias por não saber das leis protetivas.

Como as artes visuais foram o centro do evento e como na próxima semana haverá um encontro de alunos e também de música, gostaria de fazer uma proposta cartográfica, ‘jogando’ com o dobre significado de MAPS. Proponho um mapeamento das comunidades lusofalantes e crioulo-falantes de Massachussetts, destacando áreas de artistas, escritores, músicos, pessoas no âmbito de produção cultural e de educação, lideres sociais e figuras históricas. Proponho que esse MAP (do inglês por ‘mapa’) seja o fruto de um lindo projeto de historia oral. Seria, ao final, um programa de promover e aumentar a visibilidade da organização e talvez um programa que poderia ser financiado por doações e bolsas do estado. Seria, ao final, o primeiro mapeamento deste tipo de Massachusetts, um ‘map’ feito por MAPS. Poderíamos permitir que os artistas visuais usassem esse conceito de mapeamento num mural ou projeto coletivo com a comunidade.

MAPS | Exibição de Artistas Locais

Hoje às 4 horas da tarde, venham conhecer o grande talento artístico de Lineu Zaderiski e outros artistas locais, afiados do Massachusetts Alliance for Portuguese (o que nós aqui estamos chamando da Aliança de Lusofalantes, esperando não ter modificado o nome!).

O artista Lineu Zaderiski já está em MAPS Cambridge e esperamos conhecer melhor a sua obra (e publicaremos sobre a sua obra no futuro!). Para quem não conheça, MAPS fica na 1046 Cambridge Street, Cambridge, MA.

 

Comunidade Angolana | Mass. Alliance of Portuguese Speakers

Foi através da Massachusetts Alliance of Portuguese Speakers (a Aliança de Lusofalantes) que nós ficámos sabendo da nova comunidade crescente em Boston, a de Angola. É com muito prazer que anunciamos uma recepção em honra a esta comunidade, com bebida e música angolana, no dia 11 de Março (a logística copiamos embaixo). O grupo de radio, Programa Muxima, estará presente e o único que pedimos deles é que toquem um pouquinho do grande Bonga:

E como vai ser uma Sexta-feira, não pode faltar o enorme Andre Mingas:

Até a semana que vem!

Quando: Sexta-feira March 11, 6pm – 9pm
Onde1046 Cambridge St, Cambridge, MA 02139, USA (map)
Reserva: 617-864-7600 or abalbino@maps-inc.org

 

Conjunto de Dexter Gordon, Encendido!

Cuando tres miembros del equipo de Sirocco Blue fueron invitados a participar en el cuarto tributo en honor a Dexter Gordon—uno de los mejores músicos que ha tocado esta tierra, encarnación de todo que es ‘cool’, innovador virtuoso de Bebop—agarramos las computadoras, una ropa casi presentable y la carretera abierta rumbo Nueva York.

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Presenciamos cuatro noches fantásticas de lo que quizás sea la mejor banda de jazz en el país, El Conjunto del Legado de Dexter Gordon: pianista George Cables; bajista, Dezron Douglas; baterista, Victor Lewis; Vibrafonista, Joe Locke y los saxofonistas, Abraham Burton y Craig Handy. Este grupo maravilloso representa los que tocaron con Dexter y los que fueron influenciados por Dexter, llevando su música a nuevos caminos.

Pensamos en la mejor manera de abordar este tributo que nos pareció la abertura a un mundo no solo de performance sino a las historias y personas como Maxine Gordon con su manera única de unir el pasado, presente y futuro de la música que amamos, el Jazz.

Y, comiendo un buen plato poblano en New Haven (ahorita viene el review), tierra mexicana donde la familia Gordon radicó por bastante tiempo, lo configuramos: ya que la lengua encapsula una experiencia propia, serán dos historias, dos tomas, dos impresiones en dos lenguas. En español, nos enfocamos el eje de performance y nuestro escritor en portugués se metió en la onda de chisme y fotografía, lo que la gente del público compartía. En português, tuvimos la oportunidad de interactuar con el público y la carismaticísima Maxine Gordon y conseguimos entender los objetivos de la Sociedad de Dexter Gordon. Ahí lo tiene, dos tomas, dos lenguas, un tributo.

La noche de tributo que cayó en el mismo día de cumpleaños de Dexter Gordon estaba encendida y por eso, quizás también porque la luna estaba subiendo en la ventana de Dizzy’s Club de una forma majestuosa, me enfoco en ella. En esa noche del 27 de febrero, me pareció que toda Nueva York cerca de los puntos de Jazz paró por un momento para pensar qué cosa estaba vibrando desde Mintons, al Vanguard y todos los venues en que Dexter tocaba, todo canto de la gran manzana. Hasta vasitos se quebraron en el fundo de club cuando Abraham Burton tocó con todo corazón al Gigante Sofisticado, su mentor sonorico, junto con John Coltrane.

El cumpleaños se celebró con tremenda sandunga y, de hecho, aquí no se habla de ‘si estuviera vivo hubiese cumplido 93 años’ porque el espíritu de este gran músico y actor vive en el Conjunto y todas las acciones de la Sociedad. Se notó en Abraham Burton, backstage, que se sentía en meditación y lo que llaman en ingles de ‘mindfulness’: el estado de constante recepción de la naturaleza, de claridad, de paz para recibir los mensajes que viene del más allá. Ver el conjunto backstage, aunque cada músico buscaba conversar y fue más que gentil, provocó el instinto en mí de callarse en respecto, de no interferir en la comunicación casi perceptible entre los miembros del grupo y Dexter. Todos de la banda, se notó desde el primer momento en que entraron, llevaban consigo un gran respeto por el momento, por ser un grupo de mensajeros del espíritu de Dexter.

No finjo ser un jazzista ni una persona suficientemente competente para hablar con terminología musical pero les digo que la fuerza de Victor Lewis y de Dezron permitió un alcance de son de Abraham Burton que en mucho tiempo no he sentido.

La banda alcanzó la cumbre que logró las dos noches anteriores y lo sobrepasó, Burton vestido impecable de camisa, corbata y zapatos blancos, alto estilo cool. Por la recepción del público, el número “The Chase” fue uno de los diálogos más bellos que pasó por el palco de Jazz at Lincoln Center. No era apenas aplausos, era confirmación de que la tradición sigue. Y bien como el título de una obra maestra de Gordon, “Go!”, se sentía el auto-reconocimiento del público que quiso participar en los próximos pasos del legado al fututo orgullosamente representado y liderado por Abraham Burton y Dezron.

Si puedo hablar por todos, nos sentimos enraizados en la tradición de Jazz, en el fundamento de la tradición. Y nos gustó, como audiencia, la manera en que la esposa, gerente, productora y biógrafa de Dexter Gordon leyó la carta del alcalde de Nueva York porque confirma que esta capital de cultural y música reconoce uno de los grandes, uno de los enormes. Que haya reconocimiento del arte y la cultura de la diáspora africana, especialmente en esta época de encarcelación masiva (la cual Dexter también fue victima) se nos presentó también esperanza. Y esta esperanza, realizada en el día a día por La Sociedad de Dexter Gordon, es parte de la misión de la organización: compartir el impacto enorme de una de las figuras principales en nuestra música mundial.

Felicitamos a La Sociedad de Dexter Gordon y el Conjunto del Legado de Dexter Gordon por lograr su misión a través de este tributo. Felicitamos también a Jazz at Lincoln Center por continuar, ya en su cuarto año, con la programación del tributo ya que, para nosotros que somos atraídos a los grandes del Jazz, Dexter sigue siendo su gran nombre. Y al público felicitamos también: llenamos y cerramos Dizzy’s Club, hasta por el pasillo del fundo. Mis colegas escribirán más sobre el público presente y también algunos detalles de la Sociedad que nos llamó la atención.